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Introdução:

     O Movimento O Rio é o Meu País é uma organização que defende a independência política do Estado do Rio de Janeiro, pretendendo ser o representante da população fluminense que apoia essa ideia. Seu objetivo é difundir essa ideia ante a população fluminense e defender a criação da República do Rio de Janeiro, sempre no marco da legalidade e utilizando meios pacíficos. Defendemos a realização de um plebiscito entre a população fluminense, onde esta determinaria se o Estado do Rio de Janeiro deve permanecer como estado-vassalo do Brasil, ou se deve constituir uma nação independente e soberana.

O movimento:

     O Estado do Rio de Janeiro é um dos mais ricos da República Federativa do Brasil. Somos vítimas de um injusto sistema tributário. Para ilustrar isso, utilizamos dados da própria Receita Federal, referente ao ano de 2016, onde o Estado do Rio de Janeiro pagou de impostos, no referido ano, R$ 204.150.928.197, recebeu de volta R$ 26.158.771.793 (já incluídos os royalties do petróleo).

 

ESTADOS QUANTO PAGA AO GOVERNO FEDERAL QUANTO RECEBE DO GOVERNO FEDERAL  
PERCENTUAL DO VALOR DEVOLVIDO PELO GOVERNO FEDERAL
Acre  1.184.763.616  4.469.030.072    377,21%
Alagoas  3.719.648.849  9.576.440.140    257,46%
Amapá  882.117.470  4.031.792.712    457,06%
Amazonas  13.198.950.022  7.731.946.764    58,58%
Bahia  24.933.231.709  32.244.336.229    129,32%
Ceará  18.046.611.009  20.299.664.872    112,48%
Distrito Federal  161.437.925.405  16.225.395.596    10,05%
Espírito Santo  17.358.816.881  7.331.543.290    42,24%
Goiás  14.578.866.041  10.536.795.955    72,27%
Maranhão  7.060.392.461  19.608.576.623    277,73%
Mato Grosso  8.991.182.797  6.958.630.485    77,39%
Mato Grosso do Sul  7.111.738.833  5.306.290.487    74,61%
Minas Gerais  70.098.287.003  31.313.867.183    44,67%
Pará  9.991.293.120  18.283.091.078    182,99%
Paraíba  5.745.882.444  11.184.006.747    194,64%
Paraná  61.649.557.708  16.527.079.515    26,81%
Pernambuco  22.609.835.747  18.868.408.068    83,45%
Piauí  3.659.829.189  10.277.745.940    280,83%
Rio de Janeiro  194.874.562.630  21.824.945.557    11,20%
Rio Grande do Norte  5.252.308.723  8.987.266.175    171,11%
Rio Grande do Sul  63.230.128.052  15.694.553.126    24,82%
Rondônia  2.958.777.011  4.586.680.592    155,02%
Roraima  999.411.393  3.346.799.982    334,88%
Santa Catarina  45.790.939.764  9.386.560.299    20,50%
São Paulo  518.819.154.122  41.123.636.995    7,93%
Sergipe  3.789.644.447  7.000.012.696    184,71%
Tocantins  1.930.323.181  6.502.919.531    336,88%
TOTAL  1.289.904.179.640  369.228.016.724    28,62%

 

 

Fontes: http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/arre/2016/PorEstado/ArrecadacaoUFJan-Dez16.ods

           http://www.portaltransparencia.gov.br/PortalTransparenciaListaUFs.asp?Exercicio=2016&Pagina=1

     A tabela mostra claramente o nível de exploração tributária a que está submetido o Estado do Rio de Janeiro. Em 2016 o Rio de Janeiro pagou de impostos ao governo federal mais de 194 bilhões de reais, e desse valor, só retornou 11%. R$ 176 bilhões foi quanto o Rio de Janeiro perdeu para sempre, para sustentar o governo federal e os estados parasitas, aqueles que vivem do dinheiro arrecadado do Rio de Janeiro e outros estados. Se a usurpação dos royalties do petróleo se concretizar, o saqueio será ainda maior. Se o Estado do Rio de Janeiro se tornasse independente, ficaríamos com os R$ 176 bilhões, e não com royalties, e sim com 100% dos lucros da produção de petróleo.

     Esse descalabro não havia gerado neste estado um movimento independentista por causa da ideologia do nacionalismo brasileiro, que entorpece as massas com o velho patriotismo nacional. Até que recentemente alguns fatos danificaram gravemente o elo sentimental que nos une ao resto do país. Num primeiro momento, a Emenda Ibsen, com sua proposta de redistribuição dos royalties do petróleo, no qual o principal estado produtor, o Rio de Janeiro, seria severamente afetado, despertou um sentimento de indignação na população fluminense, e a partir disso surgiu a ideia separatista neste estado no qual jamais havia tido, até o momento, nenhuma ideia secessionista. Ademais, ficaram mais aparente coisas que até então ficavam veladas, e facilmente verificáveis nas páginas da internet. Em sites de notícias onde são veiculadas notícias sobre a emenda, em que se pode emitir opinião, ao ler as opiniões dos leitores, se vê o tipo de mentalidade dominante no resto dos brasileiros com respeito ao Estado do Rio de Janeiro e ao povo fluminense. O que predomina é um ódio contra o nosso estado, onde pessoas entorpecidas com ideias distorcidas e estereotipadas consideram justo o arrastão, opinando que o Rio não produz nada e que vive só dos royalties, que seu povo vive na praia sendo sustentado pelo restante do país. Isso só corrobora com o fato de que, desde muito tempo o povo fluminense é extremamente discriminado, sendo os fluminenses, especialmente os cariocas, considerados malandros, vagabundos, que vivem na praia. Até mesmo o sotaque do carioca é extremamente discriminado pelos brasileiros, que o associam à malandragem, a surfistas. Até a mulher carioca é mal vista pelos brasileiros. Quem é carioca e mora em outro estado do Brasil sente isso na pele, principalmente se mora em São Paulo. Ademais, a mídia brasileira não dá trégua à campanha mediática de difamação da cidade ao passar a ideia de que a capital do estado é uma cidade super violenta, a mais violenta do país, e que o Rio “queima” a imagem do país no exterior, onde o país apareceria como um país violento por culpa do Rio de Janeiro. Porém os números não corroboram com essa imagem estereotipada, pois baseando-se nos índices de violência, dentre todas as capitais, a nossa capital não figura entre as primeiras.

     Em outubro de 2013, outra grave violação ao Rio de Janeiro foi o leilão de um recurso natural situado no seu litoral: os poços de petróleo do Campo de Libra. Muito se tem dito que o Brasil teria sido lesado por tal leilão, que a Petrobrás ficará com apenas uma fatia minoritária de todo o lucro com a produção do petróleo, mas a verdade é que o grande lesado dessa história foi o Estado do Rio de Janeiro, que corre sério risco com uma possível redistribuição dos royalties para todos os Estados, ficando com migalhas. Se o Estado do Rio de Janeiro fosse um país independente, seria podre de rico. Porém nossa realidade é outra. O Rio está num estado de deterioração e abandono.

     Diante desse cenário, surge nosso movimento. Inicialmente de forma tímida, nas redes sociais, porém tem crescido muito rapidamente, e esse apoio popular é o que nos move a seguir com nossa luta.

     Respaldados pelo artigo 5 inciso IV da Constituição Brasileira que garante a liberdade de expressão; pelo princípio à autodeterminação dos povos, constante no art. 4 inciso III da Carta Magna; pelo art. 1º da Carta das Nações Unidas de 1945; e pelo Artigo 1º, tanto do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP) como do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), que afirmam que "Todos os povos têm o direito de autodeterminação. Em virtude desse direito, determinam livremente sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural", e considerando que o Brasil é signatário de todos eles, entendemos que nosso movimento é legítimo e encontra respaldo legal. Ainda mais considerando que a Constituição Brasileira considera o Brasil uma federação, e como tal, supostamente todos os estados constituintes formariam por livre e espontânea vontade parte dessa federação, e por conseguinte, também devem ter o direito de sair quando assim o queiram. Desta forma, e considerando que nosso movimento é pacífico e regido por princípios democráticos, defendemos a realização de um plebiscito, no qual o povo fluminense decidiria se o Estado do Rio de Janeiro deve permanecer como ente federativo do Brasil, ou se deve tornar-se uma nação independente e soberana.

 

  

 
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